Archive for September, 2007

Momento Passado & Futuro

Monday, September 17th, 2007

Jornal De Gang
(7)



Momento Passado & Futuro


“A tristeza pode sempre sobrevoar a sua cabeça, mas nunca a deixe fazer um ninho.”

Cadê o século 21? Quem o escondeu?
Gente, eu não agüento mais esperar o século 21 chegar. Quem o escondeu???
Eu sou da geração que sonhava com carros voadores para nunca mais ter que procurar vagas em estacionamentos ou pegar engarrafamentos na ponte Rio-Niterói em feriados prolongados. Poder usar um teletransporte e esquecer os ônibus cheios em rodoviárias fedorentas da nossa cidade. Ter um cyborg feito sob medida para meu bel-prazer ou, quem sabe, casar com a Rachael e a Pris de “Caçadores de Andróides” ao mesmo tempo.
E a guerra nas estrelas! Que até agora só rolou nos programas do nosso mais chato dos chatos, Silvio Santos, no seu tão chato SBT.
O maximo de Darth Vader que tivemos foi um tal de Fernando Collor, que era burro demais e não conseguiu conquistar o universo. Só chegou mesmo a dominar um lugar longínquo, esquisito e futurista, chamado Brasília, onde moram os monstros espaciais das finanças fantásticas e suas cuecas recheadas. Mas acabou sendo posto pra fora pelo lado branco da força. É ferro na boneca!
Contatos imediatos, só mesmo com o povo do Big Brother Brasil que, por motivos não conhecidos, não possui cérebros utilizáveis (cruzes!!! Que coisa feia).
Esperei em 2001 a tal da odisséia no espaço, com sua nave compridona ruma ao desconhecido, e seu computador tagarela e cheio de más intenções, e o que vejo agora são aviões que caem dos céus, feitos cocôs de pombos.
E o ET, que nem chegou aqui na terrinha de Marlboro para poder voltar pra casa!
Na virada do ano 2000 eu estava superfeliz, pois achava que nunca chegaria a tal ano antes do fim do mundo, atacado por marcianos ou pelos Incas Venusianos. Mas, quando olhei para o meu lado, em plena praia de Copacabana, vi uma mocréia de bata indiana branca, bermuda branca e cabelos de Gal Costa (nos seus bons tempos de “meu nome é Gal”), e quase vomitei de pânico. Onde está o futuro????
Hoje, sete anos após, continuo vendo batinhas indianas, pantalonas cintura baixa e, para minha surpresa e espanto, o retorno da estética dos anos 80, que tanto amei, mas é recente demais para ser repetida e relembrada.
Todas as festas ou eventos que vou, ou é a discoteca a la 70 – com sua eterna breguice e suas dancinhas e rebolados – ou os hits 80 que, como já expliquei, adoro. Mas tem muita coisa nova que deve ser escutada.
Eu tenho a impressão que o mundo tem medo do que vem pela frente e se recusa a pular o milênio. Daí esse apego ao que foi sempre, sem mudar nada e nunca.
Não agüento mais dançar ao som de Bee Gees ou escutar Kiss, com o nosso queridinho Prince. É repetição demais.
Atenção: se forem me convidar para festas temáticas, só se forem futuristas ou de muitos séculos pra trás, tá?
De Gang

Foto: Androide by Geogio Camnasio 2001
(Meu Deus! Quando eu vou ter o meu?)

Momento Festejos

Sunday, September 2nd, 2007

Jornal De Gang
(6)


Piso Liquifloor

 Momento Festejos 

“Deus mora nos detalhes… e o Diabo também.”


Festinhas em bares, boates e botequins, arghhh…
Gente, esta coisa de fazer festinhas em bares, boates e botequins é uóóóóó mesmo, e eu falo sério.
Nada mais chato do que uma turminha animada ao seu lado, gritando, soltando a franga, enquanto você se sente um excluído, e passa o tempo todo se achando demais no recinto, já que os ditos amigos do/a aniversariante tomam todos os espaços possíveis para continuarem gritando e esbravejando felicidades, e você nada, pois como não é da turma, não tem o direito de se manifestar.
Quando se fecha uma casa noturna para festejar datas importantes ou algum tipo de comemoração, é muito legal, pois se economiza tempo e dor de cabeça para organizar coisas de festas tipo: saber se falta papel higiênico nos banheiros ou se o gelo acabou, sobrando espaço para que se possa divertir com os amigos – levando em conta que os convidados ficarão livres pra dançar, pegar outros no escurinho e gritar muito, como é de costume hoje em dia. Por que isso??? No meu tempo bastava rir muito.
O pior destes eventos são os presentes inadequados que insistentemente as pessoas adoram dar em locais e situações como essa. Exemplo: vasos de plantas ou flores bem altos e volumosos, que ocupam um bom espaço de mesa, fazendo uma espécie de barreira visual que, no final, nunca são fáceis de serem levados pra casa, já que acaba não se tendo espaço o suficiente nas mãos para carregá-los; roupinhas intimas, que acabam sendo mostradas, o que nem sempre é agradável de se ver (imagine quando se trata de calcinhas tamanho GGG ou cuequinhas de oncinhas com zíper na frente para um/a aniversariante gordinho/a ou  passadinho/a no tempo. Meu Deus! Já é difícil aturar isso, mas ter que visualizar a cena é demais pra mim.
Bichinhos mimosos de pelúcia de tamanhos avantajados ou brinquedinhos eróticos, nunca! Nada pior do que os afagos e gracinhas com tais presentes.
A parte crucial da festa é o parabéns pra você, que é chato, sempre tem o apagar de velinhas que voltam a acender por várias vezes e nunca acabam. Ninguém merece. Em boates a coisa se agrava ainda mais quando o/a aniversariante pede para que troque o som por Xuxa ou similares, o que não muda muito o constrangimento geral.
Já vi até aniversário em botequim de esquina, no meio da calçada, e com direito a velinha em uma empada servida num pratinho, em cima de um banco improvisado como mesa. Nada mais trash.
E o pior e a mais absurda das atrações é um bolo num mísero papel guardanapo, com muito creme ou glacê, que você sempre acaba ficando com os dedos lambuzados.   E um tal de gente chupando e lambendo mãos que não esta no gibi. Eu geralmente nunca vou a este tipo de festa e, se vou, nunca aceito o diabo do bolo no papel de mão.
Gente: festa boa é em casa ou num espaço reservado só para isso, sem ameaçar o próximo com suas cafonices e extravagancias.

 

 

De Gang

Foto: Piso liquifloor
(Bom pra dançar e nunca pra cair bolo de aniversário)