Momento Vestuário Feminino
Tuesday, March 31st, 2009Jornal De Gang
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Momento Mapeamento da Indumentária Feminina 
“Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus. Ele fez o cavalo e também o rinoceronte”.
(Vinicius de Moraes)
Como entender o vestuário das mulheres!
(Devaneio de um estilista sem idéias, a fim de pirar no que mais sabe fazer. Roupas…)
Vamos começar de baixo para cima.
Sapatos de salto: Protetores de pés com elevações nos calcanhares.
Porque tão altos? Seria uma necessidade da mulher de se sentir sempre por cima! Ou é para se precaver de enchentes, e possíveis alagamentos? Poderia-se com eles, pescar siris e espécimes rasteiros, tendo que para isso só fincar os pés em alagadiços e mangues?
Na verdade eles servem mesmo como armas. Eu sempre imagino um ladrão com um salto bem alto, atravessado na testa.
Meia-calça: Aquela coisa apertada parecida com calças que reveste também os pés, mas são transparentes, longas, finas, quase sempre na cor da pele.
Pra que usá-las se mal dá para percebê-las? Se bem que dá um aspecto bem bonito e aveludado a perna. Não seria melhor tratar da pele do que disfarçar com meias quentes e incômodas! Eu nunca usei uma, mas sempre fico imaginando como deve ser chato ter que ir a banheiros vestindo uma meia-calça. E se são usadas para proteger do frio, porque não cobrir as pernas com roupas mais longas, ou adequadas, em vez de deixar toda a perna de fora aos olhos dos curiosos?
Calcinhas: Peça intima já que estão bem próximas da área de lazer feminino.
Tão pequeninas, rendadas, bordadas, floridas e cheias de laços e frufrus. Se são para serem vistas, porque não vesti-las por cima das roupas, ou já que não era pra se ver, porque não usar cuecas como fazem os homens. Alias não entendo esse nome cueca, mas falarei em outra hora sobre esse assunto. Tem calcinhas tão pequenas que mal tampam a bunda se transformando num verdadeiro fio dental, bem inconveniente e aflitivo de se ver. Se um fio serve para proteger partes intimas, não seria necessário usar a calcinha e sim um tubo de barbante.
Saias: Aquilo que enrola as mulheres da cintura para baixo.
Algumas vezes tão curtas que da para se ver os itens acima descritos sem menor trabalho, ou tão apertadas que, mas parecem tarjas de buça… , impedindo que nada possa sair lá de dentro. Tem as muito longas que não seria necessário usar nada já mencionado por baixo. Quando é na versão ampla como pára-quedas, poderiam servir como abrigo para as crianças em dia de chuva e intensa ventania ou para aquecer cachorrinhos friorentos. O melhor mesmo é servir de esconderijo para amantes pego de surpresa. Já na versão apertada como charutos prestariam para manter a dita usuária fixada na mesma posição em festas e eventos, nunca se perdendo sua localização já que de lá ela não ira para muito longe.
Calças compridas: Igual às meias-calças só que sem os protetores de pés, e quase sempre incômodas como meias finas.
As favoritas são as apertadas a ponto de dificultar a circulação sanguínea, mas parecendo que foi tecido ou pintado nas pernas. Temos também as de cintura super baixa que na verdade mostram as belas calcinhas e rendas e cheias de frescuras. As do tipo larguinhas são ótimas para disfarçar balanças vencidas e ou corpinhos fora do tom. Tem as versões curtérrimas que chamamos de shoxortinho, muito apreciada por meninas malvadas e de bem com a vida (sei lá que vida é essa, mas tudo bem. Prosseguindo…).
Sutiã: Peça de reforço gravitacional, em forma de melões cortados ao meio, de grande ajuda feminina.
Ficam geralmente por baixo das roupas dando a impressão de que lá está um par de belos e rígidos seios, o que nem sempre é verdadeiro. Às vezes são rocamboles enrolados em armaduras de rendas, tapeando o pobre coitado do pretendente. Ou então os estilo cartucheiras, que acabam ficando presos nos cintos como dois revolveres de faroeste caso caiam do ditos suportes peitorais. Na maioria das vezes essa peça de roupa, também intima, tem as alças em silicone (como fita durex) para serem vistas fora do lugar onde deveriam estar oculta.
Blusas: Iguais a camisas só que mais delicadas e femininas.
Tem lindas peças que às vezes são feitas em tecido muito fino deixando à mostra tudo que você gostaria de ver, ou então curtas e apertadas que não deixam mais nada para se imaginado. Nas cores berrantes que se berrassem mesmo ensurdeceriam metade do planeta ou nos tons pasteizinhos que juro, nunca vi pastel rosa ou lilás…
Vestidos: É aquele pano que enrola toda a mulher.
É a mesma coisa dos dois itens, saia e blusa, só que costurados um no outro. Existem os justos e curtos ou longos e largos, só depende do gosto de quem usa e do corpinho disponível.
Acessórios: Peça de sinalização do quanto poder aquisitivo tem a sua usuária (ou o seu marido, amante, amancebado, caso, tico-tico no fubá…) caso sejam de metais preciosos.
Para quê usar tantos, colares, brincos, pulseiras e anéis? Seria realmente para servir de contra peso? Se uma mulher com isso tudo cair num lago, não voltam à tona, jamais.
Resumindo a mulher é um produto que nunca foi finalizado. Para se provar isso é só você convida uma para sair. Ela sempre lhe dirá que tem que fazer as unhas, os pés, as mãos e os cabelos, ou seja, terminar o que nunca ficou pronto.
Na próxima falarei da ridícula indumentária masculina, que não fica muito atrás da feminina, só que com menos glamour.
Desculpe o devaneio gente, mas na verdade adoro vestir as mulheres e principalmente vê-las belas e charmosas, mesmo que pra isso tenhamos que sofrer alguns incômodos.
E Deus salve a moda…
De Gang

(31MAR 09)
