Momento Law & Order (Leonard)
Monday, April 26th, 2010Jornal De Gang
(38)
Momento Lew & Order (Leonard) 
“Quando o seu Q.I. chegar a 30, venda.”
(Cacá Rosset)
Porque as TVs por assinatura torturam tanto a gente com repetições e reprises intermináveis? Porque filmes que se repetem por meses a fio em horários variados, só servem pra você topar com eles nos seus momentos de relax, que são bem raros por sinal?
Tenho uma assinatura meio fajuta. Eu diria uma sem nenhuma estrela, com direito a nada e lotadas de publicidades chatas. Cheia de canais de vendas com dedos dançantes e vozes irritantes repetindo o termo “jóia de princesa, jóia de rainha” ou tapetes com pernas que balançam de lá pra cá sem parar, ao invés de programas descentes e inteligentes. Incrível a quantidade de emissoras religiosas que abarrotam os horários televisivos com missas e cultos demoradissimos, o que me deixa bem preocupado, pois se as igrejas já invadem cidades, bairros, cinemas antigos e a cabecinha de muita gente esquisita, ver isso tudo em rede nacional é muito foda e estressante. É um porre assistir um monte de velinhas rezando alto e com caras de sofrimento na hora do almoço. Pior é ver desgraças da vida pessoal de gente geralmente muito feia, sendo resolvidas num passe de mágica só na base da fé. O que dizer das matérias alarmantes sobre polêmicas reais tratadas como sendo obra do demo?
Os poucos seriados que curto ver só passam em emissoras que não tenho acesso, em horários não muito razoáveis ou já saíram injustamente do ar. O que mais me impressiona é esse tal de “Law & Order” e o primo próximo (não sei a diferença) “Law & Order Special Victims Unit”, o que chamo de “Leonard” para não cansar já que repete umas quatro a cinco vezes por dia e são transmitidos também por um canal aberto diariamente. Acho impressionante ter tantas repetições de um único seriado já que existem centenas de outros bem mais divertidos no ar ou até mesmo os artiguinhos que foram muitos bons e desejáveis de serem revistos. Pelo que sei este seriado já esta há anos sendo feito, se não me engano ele estreou em 1990. Os seus atores já estão visivelmente envelhecidos, o que me confunde mais ainda já que passa sem uma ordem correta o que faz dos protagonistas mudarem de aparência em cada episodio ficando mais pesados ou mais carecas, no caso do ator principal, isso tudo com poucas horas de diferença. Levando-se em conta que a maioria dos astros destes enlatados já fizeram parte de elencos de outras séries o que torna divertido ver um ‘ex-detento’ gayzão fazer papel de detetive super linha dura ou uma assassinada violentamente virar a advogada de outro assassinato violento. É um saco ver gente resolvendo os mesmos problemas por anos a fio. Já ate me sinto especialista em investigações policiais ou em medicina complicada, no caso me referindo a “House” que também repete sem parar e já não agüento mais ver um medico tão chato fazer tanto sucesso num hospital super complicado com equipe tão perturbada que mistura vida particular com tripas a céu aberto em pleno horário nobre da nossa TV.
Histórias familiares geralmente são bem “pé-no-saquinho”, mas “Brothers and Sisters” é um pouco demais. Êta família chata e grudenta! Me lembra um pouco os finados e seculares “The Waltons” de 1963 (lembra do: “boa noite John Boy, boa noite Mary Ellen” no final de todos os episódios?) A historia girava em torno de uma gente caipira e chorona tal qual a família da pentelha Sally Field (igualmente caipira e chorona) só que moderna e turbulenta. Tenho vontade de entrar na tela e dar uma coça naquela mãe xereta e caretona que insiste em resolver tudo com sua numerosa prole de complicadinhos.
Por que não reprisam “Monk”, “Mediun” ou “The Closer” que são divertidíssimos, um com seu detetive maluco com TOC, a policial vidente e meio bruxa e uma investigadora desastrada e sem papas na língua. Ou que tal os vintages e maravilhosos “The Nanny “, com a linda baba pra lá de enlouquecida mudando a vida dos moradores de uma casa rica de um produtor da Broadway. Tem o genial “Malcolm” e sua família disfuncional e descompensada com pirralhices típicas de adolescentes nesta idade. Mas na minha memória o melhor de todas as duplas de malucas fica a cargo de Edina Monsoon e Patsy Stone as magnificamente chiques e bagaceiras de “Absolutely Fabulous”. Todos estes com seus personagens hilários e excêntricos bem representados por bons atores e bom texto.
Policiais fodinhas, detetives pentelinhos e médicos legais ou não legais tá me deixando doente. Quero ver gente com outras profissões e em outras situações fora o corre-corre de uma delegacia ou hospital. Quero uma vida mais divertida e sem gentinha choramingona e problemática na minha televisão.
Salve o fantástico “United States of Tara” com a brilhante Toni Collette representando uma pacata dona de casa com multi-personaliades, filhos esquisitinhos e marido paciente.
De Gang

(10 MAI 09)

